O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes e fique impedido de deixar o Brasil. A decisão foi tomada ainda na noite de domingo, no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar, o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas ao setor de apostas. Moraes também proibiu qualquer contato entre Flávio e Tomaz, determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador, incluindo o diplomático, e estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega de eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades. A investigação teve origem na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e chegou ao STF em 8 de outubro. Durante a apuração, a Polícia Federal identificou documentos que apontam Flávio como usuário com acesso privilegiado a uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa pertencente a Willer Tomaz. Flávio e o advogado reconhecem que mantêm uma relação de amizade, mas negam qualquer sociedade ou participação em atividades ilegais. (g1)
Flávio, por sua vez, afirmou em um vídeo publicado no Instagram ter sido intimado pela Polícia Federal ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a decisão teria sido motivada por declarações de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que recomendou que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição. Flávio afirmou nunca ter manifestado essa intenção. (Instagram)
E o senador desistiu de pedir a anulação da eleição presidencial. A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu concentrar sua estratégia jurídica em ações por supostos abusos de poder político e econômico cometidos pelo PT durante a disputa. Integrantes da equipe jurídica afirmam que já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula e que novas ações poderão ser protocoladas nos próximos dias. A estratégia é questionar a conduta da campanha petista sem contestar a validade dos votos. O recuo ocorre menos de 24 horas depois de o senador afirmar que não reconheceria o resultado das urnas e pediria a anulação do pleito. (CNN Brasil)
Já o PL, o partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu oficialmente a vitória de Lula nas eleições presidenciais. A legenda apagou uma manifestação anterior, na qual evitava validar expressamente o resultado das urnas, e publicou uma nova nota reconhecendo a proclamação feita pelo TSE. “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz a nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. (Globo)
Enquanto isso... O presidente americano Donald Trump afirmou que o processo eleitoral pareceu fraudulento, embora tenha ressaltado que gosta de Lula e mantém uma boa relação com o presidente brasileiro. “Não tomei partido, mas, francamente, parecia mais uma eleição fraudulenta”, declarou Trump. Segundo ele, a condução do pleito transmitiu uma imagem negativa do Brasil ao restante do mundo. Trump e o presidente da Argentina, Javier Milei, foram os únicos mandatários da região a não reconhecer a vitória de Lula. (Metrópoles)