Flávio Bolsonaro destina emendas parlamemtares para milicianos envolvidos na morte de Marielle.
Flávio Bolsonaro destina emendas parlamemtares para milicianos envolvidos na morte de Marielle.
Senador Flávio Bolsonaro ( PL) Candidato à presidencia
Segundo apontou a investigação, o “Peixe” apelido atribuído ao intermediário entre os irmãos Brasão e o que atirou na vereadora que foi morta em 2018. O miliciano recebeu cerca de R$200 mil reais para um suposto projeto entre milicianos. A forma de tratamento a Flavio chegou a ser referenciada de “ Nosso Senador”.
O pedido da emenda parlamentar fora feita por um dos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco.
A investigação da revista Piauí, descreve sobre a mensagem onde Robson Calixto Fonseca, o “ Peixe”, solicita valores a uma secretária parlamentar para uma ONG na região Sudoeste do RJ.
Na delação de Ronnie Lessa, Peixe é apontado como quem apresentou os que atirariam em Marielle Franco e também quem preovidenciou as metralhadoras HKMP5 que foram usadas na ocasião.
O acusado negou participação, mas mesmo assim, foi condenado em 2025 por ser o intermediário que mobilizou a trama dos irmãos Brazão.
Além do Peixe, também foram condenados Edmilson da Silva Oliveira , o Macalé, ex-policial Militar, foi condenado a 9 anos.
A investigação apontou através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco) do Ministério do RJ, que devido aos cargos que Peixe usufruía dentro da Assembleia Legislativa e do tribunal de Contas, passava-lhe uma credibilidade, mas ao mesmo tempo ele era um canal de informações entre os irmãos Brazão e os milicianos de Jacarépaguá, como Marcos Vinícios Reis dos Santos , o Fininho.
Sabe-se que os milicianos agem extorquindo e aterrorizando moradores onde dominam.
Ainda segundo a investigação, em setembro de 2023, Peixe planejava a construção de imóveis em em loteamentos na Estrada da Boiúna, na Taquara e pra isso, pediu dinheiro ao Senador Flávio Bolsonaro .
As conversas entre os dois se deram por cinco meses, incluíram um telefonema que só terminou dois dias antes de a Polícia Federal prender Peixe e os irmãos Brazão. Constou no celular de Peixe, o número da assessora estava salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”.
Em 24 de outubro de 2023. Às 14h43, Peixe escreveu: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue nos ajudar.” Do outro lado está o contato que Peixe salvou em seu telefone como “Fafa Flávio Bolsonaro”, identificado nos autos da PET 15749 como Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar lotada no gabinete do senador Flávio Bolsonaro em Brasília.
Quatro minutos depois, ela respondeu: “Manda a solicitação meu amigo.” Logo em seguida, ela explicou que ele deve enviar “um e-mail ou um ofício”. Às 15h56, Peixe encaminha um documento intitulado “Ofício nº 002-2023 - Senador Flávio Bolsonaro.pdf”.
A Polícia Federal recuperou o nome do arquivo, mas não o conteúdo. Às 16h41, ela pergunta: “quando vem a brasilia?” Ele responde que vai em novembro, e emenda: “será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”
Dois dias depois, foi ela quem tomou a iniciativa. Às 12h33 de 26 de outubro, escreveu: “O deputado brazão, vc ainda tá com ele?” Peixe respondeu numa palavra: “Positivo.” Nove minutos mais tarde, Fafá orientou: “Vc vai tbm e já reforça o pedido com senador.” Em seguida, ela colou no WhatsApp o convite institucional do gabinete para uma cerimônia de entrega de 396 coletes balísticos à Polícia Militar do Rio, com os telefones do gabinete ao final. E completou: “Leva o deputado.” Naquela época, Chiquinho Brazão era deputado federal. Faltavam cinco meses para sua prisão.
Em 30 de outubro, Peixe cobrou: “Boa tarde, tudo bem, tem notícias boas?” Não há resposta registrada. Uma semana depois, às 9h56 de 6 de novembro, ele insistiu, agora com mais precisão: “Bom dia, amiga não esquece do Ifop não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto.” A resposta chega às 10h13, e são duas palavras: “Pode deixar.”